A Justiça do Tocantins acatou a denúncia apresentada pelo Ministério Público Estadual (MPE) e formalizou a acusação contra Thiago Gonçalves Policena e Jaqueline Santos Cardoso, que agora respondem como réus pela morte de Esmeralda Domingos da Silva, de 17 anos. O crime ocorreu na madrugada de 28 de janeiro de 2024, em uma distribuidora de bebidas no setor Jardim Aureny IV, na região sul de Palmas. A decisão, proferida pelo juiz Cledson José Dias Nunes, da 1ª Vara Criminal da capital, mantém a prisão preventiva do casal enquanto o processo avança para a fase de instrução.
Conforme as investigações da Polícia Civil, a tragédia teve como motivação ciúmes. Esmeralda Domingos da Silva foi baleada após dançar próximo a Thiago Gonçalves Policena, que estava no local acompanhado de Jaqueline Santos Cardoso. A apuração policial indica que Jaqueline teria se incomodado com a situação, deixado o estabelecimento e retornado armada, efetuando os disparos que atingiram a adolescente na região do pescoço. Testemunhas relataram à 1ª Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) que, antes de atingir Esmeralda, a suspeita teria tentado disparar contra amigos da vítima.
Ao receber a denúncia, o magistrado Cledson José Dias Nunes fundamentou a decisão na existência de provas da materialidade do crime e indícios suficientes de autoria. O juiz determinou a manutenção da prisão preventiva dos acusados, destacando, entre outros fatores, a fuga do casal para outro estado logo após o homicídio. A Polícia Civil do Tocantins foi a responsável por conduzir as investigações que levaram à denúncia.
Após o crime em Palmas, Thiago Gonçalves Policena e Jaqueline Santos Cardoso deixaram o Tocantins e seguiram para o Pará. Eles foram localizados e presos na cidade de Santana do Araguaia (PA) por envolvimento em um roubo à mão armada. Com a identificação realizada pela Polícia Civil tocantinense, ambos foram transferidos para o sistema prisional de Palmas no mês de março deste ano, onde permanecem custodiados.
Com o recebimento da denúncia, a ação penal contra o casal prossegue para a fase de instrução. Os réus terão um prazo de dez dias para apresentar resposta escrita à acusação. Durante a instrução, serão colhidos depoimentos de testemunhas e analisadas as provas reunidas ao longo da investigação policial. A Justiça também determinou a retirada do sigilo do inquérito policial, mantendo resguardadas apenas informações estritamente relacionadas à intimidade dos envolvidos, garantindo a transparência do processo.
Esmeralda Domingos da Silva era descrita por familiares como uma jovem alegre e sonhadora, que trabalhava como babá e nutria o desejo de se tornar dançarina. Durante o período de buscas pelos suspeitos, parentes e amigos da adolescente realizaram manifestações públicas, cobrando a prisão dos responsáveis e o avanço das investigações para que o caso fosse solucionado.










