Fábio Ribeiro, pré-candidato ao Senado Federal pelo Tocantins e dirigente nacional da Rede Sustentabilidade, anunciou sua intenção de questionar judicialmente pesquisas eleitorais divulgadas no estado. A medida será adotada sempre que forem identificadas inconsistências metodológicas ou falhas nos registros apresentados à Justiça Eleitoral. A declaração surge após o Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO) manter a suspensão da pesquisa registrada sob o número TO-04463/2026, realizada pelo Instituto Paraná Pesquisas.
Em manifestações recentes e em entrevista, Ribeiro afirmou que pretende acompanhar de perto os registros feitos à Justiça Eleitoral e adotar ações judiciais caso considere que os requisitos legais não foram devidamente observados. Ele tem criticado publicamente levantamentos que, segundo sua análise, poderiam influenciar a percepção do eleitorado.
Suspensão de levantamento do Paraná Pesquisas
A decisão mais recente do TRE-TO refere-se a uma representação apresentada pela Rede Sustentabilidade. O Tribunal manteve a liminar que proibiu a divulgação da pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas após apontamentos de divergências entre o conteúdo registrado no sistema da Justiça Eleitoral e as perguntas efetivamente aplicadas aos entrevistados.
De acordo com a Justiça Eleitoral, o levantamento havia sido registrado para aferir cenários da disputa estadual, mas incluiu questionamentos relacionados à eleição presidencial. Além disso, o TRE-TO apontou um possível comprometimento metodológico em razão da ordem das perguntas apresentadas aos entrevistados, justificando a manutenção da suspensão dos resultados.
Cenário de contestações no Tocantins
O caso do Instituto Paraná Pesquisas insere-se em um cenário de crescentes disputas judiciais envolvendo levantamentos eleitorais no Tocantins durante a pré-campanha de 2026. Nos últimos meses, pesquisas produzidas por institutos como Exato, Lucro Ativo e Veritá, além do próprio Paraná Pesquisas, foram alvo de decisões judiciais que impediram ou suspenderam a divulgação de resultados em diferentes momentos do processo pré-eleitoral.
Fiscalização como bandeira política
Ao assumir publicamente a defesa de uma fiscalização mais rigorosa dos levantamentos eleitorais, Fábio Ribeiro eleva o tema a uma das bandeiras de sua pré-candidatura ao Senado Federal. Esse movimento ocorre em um contexto em que as pesquisas têm ocupado um espaço central na disputa política tocantinense, influenciando estratégias partidárias, negociações de alianças e a projeção de candidaturas para o pleito de 2026.
Para Ribeiro, a discussão central não se limita a quem financia os levantamentos, mas sim à necessidade de assegurar que os dados divulgados ao eleitorado observem rigorosos critérios técnicos e legais. A expectativa é que novas contestações sejam apresentadas pela Rede Sustentabilidade à medida que outros levantamentos forem registrados e divulgados no decorrer da pré-campanha.











