A farmacêutica EMS começou, nesta segunda-feira (15), a distribuição e comercialização em farmácias de todo o Brasil da primeira versão nacional do medicamento semaglutida. Indicado para o tratamento da obesidade, o produto chega ao mercado após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) conceder a autorização necessária, e será disponibilizado em diferentes faixas de preço para os consumidores.
Contexto da Aprovação e Estratégia de Preços
A permissão da Anvisa para a EMS foi emitida após o vencimento da patente da Novo Nordisk, empresa responsável por marcas consolidadas como Ozempic e Wegovy. Com a introdução da versão nacional, a EMS informou que seus preços serão, no mínimo, 30% mais baixos em comparação com os praticados por concorrentes, que atualmente vendem seus medicamentos por valores próximos a R$ 800 por unidade.
A caneta individual de semaglutida nacional será comercializada a partir de R$ 452. Para os três primeiros meses de tratamento, a farmacêutica disponibilizou um pacote especial no valor de R$ 863,23, contemplando as doses para 90 dias, o que resulta em um custo médio mensal de R$ 287. A partir do quarto mês de uso, o preço por caneta será de R$ 498.
Distribuição Inicial e Projeções Futuras
Nesta fase inicial de lançamento, a EMS prevê disponibilizar mais de 500 mil canetas emagrecedoras nas farmácias brasileiras. Adicionalmente, a empresa anunciou o lançamento futuro de um pacote contendo duas canetas de 1,0 mg, com valor de R$ 896, embora a data exata para que essa opção chegue aos pontos de venda ainda não tenha sido definida.
O lançamento oficial do medicamento foi realizado no início do mês durante um evento fechado, direcionado a profissionais médicos e representantes do setor farmacêutico. A expectativa da EMS é ampliar significativamente a oferta de semaglutida no mercado nacional, oferecendo uma alternativa de tratamento.
Impacto no Acesso e Custo do Tratamento
Atualmente, o custo mensal do tratamento com semaglutida no Brasil pode atingir cerca de R$ 1 mil. A inclusão do medicamento no Sistema Único de Saúde (SUS) foi avaliada anteriormente, mas a proposta acabou sendo rejeitada em função dos custos envolvidos. A chegada de uma versão nacional com preços mais acessíveis tem potencial para impactar o cenário de tratamento da obesidade no país, facilitando o acesso para um número maior de pacientes.











