O ex-prefeito de Araguaína e pré-candidato ao Senado pelo Podemos, Ronaldo Dimas, anunciou sua entrada na disputa eleitoral de 2026. Em entrevista concedida ao Jornal Opção Tocantins na última sexta-feira, 19 de abril, durante uma oficina política promovida por seu partido, Dimas justificou a decisão pela perceived necessidade de renovação da representação tocantinense no Congresso Nacional e pelo fortalecimento do papel constitucional do Senado.
Segundo Dimas, a possibilidade de concorrer ao cargo começou a ser discutida desde seu retorno ao Podemos, ganhando força nos últimos meses. Ele afirmou que a ideia amadureceu, evoluiu, e o momento atual indica uma grande necessidade de mudança no cenário político do estado.
Apoios políticos e composição da chapa
O pré-candidato também abordou seu apoio à pré-candidatura da senadora Dorinha Seabra (UB) ao governo do estado. Dimas explicou que a decisão considerou o alinhamento político já existente com aliados do grupo. Ele citou o apoio do prefeito de Araguaína, Wagner Rodrigues (UB), e do presidente estadual do Podemos e prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos, ambos próximos a ele, como fatores que contribuíram para a definição.
Questionado sobre a composição da chapa para o Senado, Dimas afirmou que a escolha dos suplentes será definida em um momento posterior. Embora especulações sobre possíveis nomes circulem nos bastidores, como o do presidente estadual do PP, Ordeley Valcari, o pré-candidato evitou antecipar qualquer definição, mas confirmou que já mantém conversas sobre o tema.
Sobre a eventual avaliação de que sua candidatura ao Senado poderia dificultar a campanha de reeleição de seu filho, o deputado federal Tiago Dimas, o ex-prefeito rebateu a análise. Ele esclareceu que pai e filho terão campanhas independentes, embora atuem de forma colaborativa. “Cada um tem que construir a sua eleição. Claro que vamos nos ajudar no que for possível, mas essa não é uma premissa da minha candidatura nem da candidatura dele”, pontuou.
Crítica ao desequilíbrio entre Poderes e defesa da independência
Ao comentar o cenário político nacional, Dimas afirmou que o Brasil vive um momento de desequilíbrio entre os Poderes e defendeu uma atuação mais firme do Senado no exercício de suas atribuições constitucionais. Sem citar nomes específicos, o pré-candidato sugeriu que os eleitores devem avaliar a independência dos candidatos ao Senado e questionou a capacidade de parlamentares com pendências judiciais de atuar com autonomia.
“Como alguém com rabo preso no STF vai conseguir fazer com que isso ocorra?”, declarou, referindo-se à importância da autonomia de cada Poder. Dimas enfatizou que a população precisa analisar a trajetória dos postulantes ao cargo, observando aspectos como histórico político, capacidade de gestão, realizações e eventual existência de processos judiciais.
Na avaliação do pré-candidato, o Senado possui um papel crucial na fiscalização e na promoção da harmonia institucional. Apesar de se identificar com o campo da direita, Dimas expressou rejeição ao radicalismo político, defendendo a política como “a arte da conversação e da negociação”.
Pautas econômicas e sociais
Sobre a proposta de redução da jornada de trabalho e o debate em torno do fim da escala 6×1, Dimas manifestou-se favorável à discussão, mas criticou a inclusão do tema na Constituição. Para ele, eventuais mudanças devem ser regulamentadas por legislação específica, a fim de permitir maior flexibilidade para diferentes setores econômicos, citando áreas como a saúde para defender modelos de jornada adaptáveis às características de cada atividade.
Caso seja eleito, Dimas afirmou que pretende priorizar pautas ligadas à infraestrutura e à integração regional. Entre os projetos mencionados, destacam-se a duplicação da BR-153 e a construção de pontes de ligação, visando o desenvolvimento e a conectividade do estado.











